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Mostrando postagens de março, 2014
Prova de obstáculos Depois de enfrentar o trânsito de Jundiaí no fim da tarde de uma sexta-feira (sim, Jundiaí tem tamanho pra ter trânsito), filas de espera pra passar embaixo do túnel (sim, Jundiaí tem túnel), “espertinhos” tentando costurar e cortar a frente pra chegar dois minutos antes, Regina, enfim, entra com seu carro no condomínio. “Agora”, pensa, “dá pra relaxar porque o trânsito ficou pra trás. Vou tomar um banho, esperar o Lucas chegar de São Paulo, dar comida pro Brutus e vamos abrir um vinho pra, enfim, curtir a sexta-feira depois de uma semana tão corrida”. Mas ao fechar o portão automático atrás dela (desta vez, funcionou), começa uma verdadeira prova de obstáculos com bicicletas: algumas jogadas no chão, outras, com seus respectivos donos. Bicicletas de todos os tamanhos, assim como seus “pilotos”, em todas as velocidades. Regina pensou, por um minuto, que dona Marilda, a síndica, tivesse enviado algum comunicado sobre o “Dia da Bicicleta”, o dia em que seria ...
Receita de família? Nunca ela fazia menos de 10 pizzas. E não era nas formas redondas que hoje são o padrão que encontramos por aí. Eram tabuleiros retangulares, que rendiam cantos a quem gostasse de massa, como eu, que corria pra pegar logo as fatias das pontas, pedaços com um pouco de borda ou as fatias do meio. A Pizza Napolitana, que minha mãe fazia a partir de uma receita da família (napolitana mesmo, pois meu avô que infelizmente nunca cheguei a conhecer era um italiano legítimo de Nápoles), era o centro de muitas reuniões entre a família e amigos. Aquelas pizzas viram namoros começando, pedidos de casamento, de ombros para chorar, comemorações de aniversário, reuniões de escola e muitos outros encontros com tanta gente que não saberia mencionar agora. Muitas vezes nem era preciso um motivo pra dona Eliza fazer as pizzas. Bastava um tanto de farinha e outros ingredientes que não me atrevo a arriscar aqui, uma mesa pra ficar enfarinhada, boa vontade e tomate, muito tomate....
Vida em Condomínio Até Monet se surpreenderia A pintura das casas têm de seguir um padrão de cores, afinal, é um condomínio. Ok, Regina e Lucas não se importam com isso e até entendem, pois faz todo sentido. Logo que pegaram as chaves da casa, a primeira casa própria do casal, um sonho, precisaram fazer alguns (vários) ajustes, personalizar alguns cômodos a seu gosto e necessidade e refizeram a pintura de toda a casa: por dentro e por fora. Por dentro, bem, cada um é dono de seu quadrado, e resolveram colocar branco “neve”. Depois perceberam que “neve” e “gelo” são ambos gelados, mas não iguais, definitivamente não, especialmente quando se trata de cor de parede de uma casa que tem um cachorro como o Brutus. O ideal mesmo seria pintar tudo de marrom, mas aí ficaria um pouco tétrica. Resolveram fazer textura camurça em uma das paredes de dois cômodos: são as únicas paredes hoje que ainda não mudaram de cor... Do lado de fora, aproveitando a construção da churrasqueira e a...