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Mostrando postagens de dezembro, 2015

Verão

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Cinque Terre, Itália, junho/2015 Ah, como esse meu irmão era poético.... um apaixonado pelas letras, pela poesia, que conseguia traduzir toda sensibilidade no jogo das palavras. Peço sua licença, aqui com os devidos créditos, para fazer da sua também a minha homenagem ao Verão. Verão A carruagem do tempo Então, aos olhos do planeta, Pelas mãos do universo Nalguma região Traz de novo Novo tempo E em roda viva sopra E corre o círculo. Transforma-se a silhueta Que era de sua prima, vera E faz-se um novo verso: O astro-rei desponta, fecha a conta E não desaponta; Apronta, num alvorecer imenso, Em denso manto, Na canção do encanto, Num canto do planeta mãe Um aquecer. É a caldeira desse trem Que tem quatro vagões E obrigatoriamente para Na estação segunda, Inunda em luz a emoção: É novamente verão Décio Taffarello

Doces Natais

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Tínhamos que descer um degrau para entrar naquele quartinho e, uma vez lá dentro, tudo se transformava. Era o quartinho da magia, da fantasia. O quartinho “extra” daquela casa na Chácara das Flores que já fora um barracão e, com simples divisões de alvenaria, novos revestimentos e muito amor, se transformou no mais aconchegante e delicioso lar da minha infância. Lembro-me de brincarmos muito naquele cômodo, de estar lá enquanto minha mãe costurava, de nos juntarmos naquele espaço minúsculo na véspera de Natal enquanto minhas irmãs, vestindo seus roupões e toalhas enroladas nos cabelos, faziam as unhas e, minha mãe, os últimos ajustes dos vestidos que havia feito pra usarmos naquela noite. Aliás, sempre havia algum ajuste pra fazer no dia 24 de dezembro e acho que ela deixava esse restinho de costura de propósito, só para caracterizar o clima de véspera de Natal. Ah, naquelas tardes, o cheirinho de panetone invadia toda a casa.  E dona Eliza, com toda sua calma, se di...