Verão
Cinque Terre, Itália, junho/2015 Ah, como esse meu irmão era poético.... um apaixonado pelas letras, pela poesia, que conseguia traduzir toda sensibilidade no jogo das palavras. Peço sua licença, aqui com os devidos créditos, para fazer da sua também a minha homenagem ao Verão. Verão A carruagem do tempo Então, aos olhos do planeta, Pelas mãos do universo Nalguma região Traz de novo Novo tempo E em roda viva sopra E corre o círculo. Transforma-se a silhueta Que era de sua prima, vera E faz-se um novo verso: O astro-rei desponta, fecha a conta E não desaponta; Apronta, num alvorecer imenso, Em denso manto, Na canção do encanto, Num canto do planeta mãe Um aquecer. É a caldeira desse trem Que tem quatro vagões E obrigatoriamente para Na estação segunda, Inunda em luz a emoção: É novamente verão Décio Taffarello